FM2015

FM2015
Compre o Football Manager 2015 agora na pré-venda, e tenha acesso a uma versão beta totalmente jogável cerca de duas semanas antes da data oficial de lançamento. Mais informações clique na imagem.

sábado, 15 de novembro de 2014

Marcelo agradecido ao Rio Ave mas a confessar: «Gostava de experimentar outros voos»


Já nem o mais distraído dos adeptos deixa de reparar em Marcelo. O central do Rio Ave é, como já tinha sido nos anos anteriores, uma das grandes figuras de um clube em ascensão e o qual «já ninguém vê como há uns anos». Em conversa com o nosso jornal, o defesa, fã de Luisão, foi frontal e assumiu que «gostaria de sair».

Foi de coração aberto que Marcelo, 25 anos, se pronunciou sobre as sensações que vive atualmente. Ainda com dificuldades para falar da eliminação europeia, de forma inglória contra o Steaua (que empatou nos descontos), o brasileiro tentou explicar o que falhou.

«Não sei se foi falta de sorte ou se foi alguma inexperiência nossa na Liga Europa, mas ficamos sem palavras no final do jogo para com o treinador e a direção. Ficou um gosto muito amargo com aquele golo nos descontos. Ainda hoje é-nos difícil falar sobre isso», comentou, sobre um tema que, porém, «é passado», visto que os vilacondenses voltaram aos triunfos na última segunda-feira, com um claro 3x0 sobre a Académica.


«Claro que trabalhar em cima de uma vitória é sempre melhor, a semana nao é igual às que surgem depois de uma derrota, mas sempre houve um bom ambiente aqui no Rio Ave, nunca tivemos pressão. Sabíamos que o nosso futebol falaria mais alto e resultaria novamente numa vitória», explicou, nesta entrevista ao zerozero.pt.

Natural de São Carlos, uma cidade do interior de São Paulo, Marcelo nasceu «numa família humilde» e foi crescendo e germinando «o sonho de qualquer jogador brasileiro, que é ser jogador de futebol». Primeiro no Coritiba, depois no Vasco da Gama, o atleta acabou «por não ser aproveitado», mas nada que o deitasse abaixo: «Sempre acreditei que poderia jogar num campeonato de alto nível, acredito muito em mim. Vim para o Ribeirão, a convite do presidente e aqui comecei a minha história em Portugal».

Uma época apenas no terceiro escalão e a atenção imediata do Rio Ave. Sobre o clube que representa, Marcelo reserva grandes elogios pelo crescimento desde que chegou, em 2011.

«Antes, o Rio Ave entrava em campo com vista à manutenção. Hoje, parece-me que já ninguém vê o clube assim. Não digo que seja um candidato a lugares europeus, mas é claramente uma equipa para os 8/10 primeiros lugares. O pensamento das pessoas do clube está a mudar e, consequentemente, também muda a forma como o clube é visto desde o exterior», analisou.

Vontade de sair, para um grande ou para o estrangeiro

Apesar dos elogios ao emblema dos Arcos, o número 46 olha para a sua situação e acredita que poderá ser esta a hora do «salto», mesmo vincando que esse pensamento «jamais» o condicionará em campo com o emblema que representa.

«O Rio Ave é uma boa equipa, enquanto aqui estiver terei sempre a cabeça no clube, mas não escondo que gostava de estar numa equipa que luta por objetivos maiores. O presidente disse que ia falar comigo em janeiro, porque o clube precisa de gerir os ativos e de vender jogadores», começou por revelar, ele que já tinha estado com um pé no Besiktas no fecho do mercado de verão.

«Eu queria outras coisas e foi previsto eu ser transferido no final da época passada, mas não aconteceu. Ainda assim, alimento essa esperança para breve. Se tiver uma proposta boa, gostaria de sair. Para Portugal ou estrangeiro? Se tiver uma boa proposta de cá... Gosto muito do país, gosto muito das pessoas. Se não for daqui, pode ser de fora. A vida de um jogador depende sempre das propostas, mas confesso que gostava de experimentar outros voos», admitiu.

Se o estrangeiro é forte hipótese, Portugal também não está descartado. Na hora de analisar se teria lugar num dos 'grandes', o central preferiu ser prudente, mas sempre confiante: «O campeonato português está cheio de bons jogadores, mas acredito no meu trabalho. Não sei se jogaria ou não num grande, isso deixo mais para vocês e para os treinadores, mas acredito em mim».
Luisão, Maicon, Benfica e seleção... brasileira

Ainda relativamente ao campeonato, recentemente o Rio Ave deslocou-se à Luz, onde perdeu 1x0, num jogo com alguma polémica. A equipa encarnada é a que mais vezes surgiu pela frente aos vilacondenses em 2014, pelo que há um maior conhecimento sobre o atual líder do campeonato. Justo?

«Acho que, mesmo não vindo a jogar como na época passada, onde jogavam bom futebol e estavam mais entrosados, se estão em primeiro não é por acaso», considerou Marcelo, que, ao ser confrontado com o desafio de eleger os jogadores que mais lhe dizem em Portugal, escolheu o capitão benfiquista de imediato, compondo com dois portistas.

«Gosto do Luisão pelo tempo e experiência em Portugal. Gosto do Maicon também, do Indi, gostava também do Otamendi... Há bons centrais em Portugal. Avançados? Digo sempre que é o próximo e o próximo vai ser... o Jackson Martínez [risos]. Mas o Slimani e o Lima também são muito bons, cada um com a sua forma de jogar», avaliou, na defensiva.

Por fim, o tema seleção. Recentemente, Diego Lopes admitiu o desejo de representar Portugal, pelo que a questão a Marcelo se baseou nessa possibilidade. O central confessou que «nunca passou pela cabeça», até porque ainda não completou o tempo em Portugal para poder ter essa possibilidade. Apesar de ser algo que «estudaria com atenção», o sonho canarinho parece falar mais alto.

«Tenho o sonho de jogar pela seleção brasileira, de disputar um Campeonato do Mundo. Embora eu saiba que é uma seleção com muita gente, com muitos jogadores na minha posição e em clubes muito grandes, como o Marquinhos, o Thiago Silva ou o Miranda. Claro que, jogando no Rio Ave, é muito difícil, mas acredito que, indo para um clube de maior expressão, acho que poderei sonhar com isso», terminou.

Sem comentários:

Enviar um comentário