FM2015

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Chalana - "O pequeno génio" 


NOME: Fernando Albino de Sousa Chalana.

NATURALIDADE: Barreiro.

DATA DE NASCIMENTO: 10 de Fevereiro de 1959.

LUGAR: Extremo esquerdo.

CLUBES REPRESENTADOS: Barreirense, Benfica, Bordéus (França), Belenenses e Estrela da Amadora.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Gomes  ( Bi bota de ouro )



NOME: Fernando Mendes Soares Gomes.

NATURALIDADE: Porto

DATA DE NASCIMENTO: 22 de Novembro de 1956.

LUGAR: Avançado/Ponta de lança.

CLUBES REPRESENTADOS: FC Porto, Sporting e Sporting Gijón(Espanha)

sábado, 21 de junho de 2014

Jordão  ( A gazela negra )


NOME: Rui Manuel Trindade Jordão.

NATURALIDADE: Benguela (Angola).

DATA DE NASCIMENTO: 9 de Agosto de 1952.

LUGAR: Avançado/Ponta de lança.

CLUBES REPRESENTADOS: Benfica, Saragoça (Espanha), Sporting e Vitória Futebol Clube (Setúbal).

CURRÍCULO/PALMARÉS:


- 6 vezes Campeão Nacional da 1ª Divisão: ao serviço do Benfica (1971/72, 1972/73, 1974/75 e 1975/76); ao serviço do Sporting (1979/80 e 1981/82).

- 3 vezes vencedor da Taça de Portugal: ao serviço do Benfica (1971/72); ao serviço do Sporting (1977/78 e 1981/82).

- 1 vez vencedor da Supertaça "Cândido de Oliveira": ao serviço do Sporting (1981/82).

- 2º lugar na Mini-Copa do Brasil, em 1972.

- 3º lugar no Campeonato da Europa (França), em 1984.

CARREIRA E CURIOSIDADES:


Jordão foi um dos maiores jogadores de sempre do futebol português, com qualidades únicas que fizeram dele um avançado de eleição: ágil, "felino", elegante, tecnicista, veloz, possuía além de tudo isso, um grande poder de drible e um forte sentido colectivo e de entreajuda, para além, claro está, de um remate forte com ambos os pés e de um excelente jogo de cabeça, características estas que lhe permitiram ser, de facto, um avançado completo que construía jogadas e finalizava-as com grande sentido de oportunidade e instinto goleador.
Ao longo de 17 épocas, a contar para o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Jordão disputou um total de 357 jogos, tendo marcado 215 golos. Ao serviço do Benfica, jogou durante 5 épocas, entre 1971/72 e 1975/76, tendo efectuado 90 jogos no Campeonato e apontado 62 golos. Ao serviço do Sporting, esteve 9 épocas, entre 1977/78 e 1985/86, tendo realizado 207 jogos no Campeonato e marcado 141 golos. Jordão jogou ainda 3 temporadas (entre 1986/87 e 1988/89, a primeira das quais na 2ª Divisão) no Vitória Futebol Clube, tendo disputado 60 jogos e apontado 12 golos.
Jordão sagrou-se, por duas vezes, o melhor marcador do Campeonato Nacional, conquistando o prestigiado troféu "A Bola de Prata", em 1975/76 (ao serviço do Benfica) e em 1979/80 (ao serviço do Sporting), respectivamente com 30 e 31 golos marcados.
Com 215 golos marcados no Campeonato Nacional, Jordão é o 9º maior goleador português de todos os tempos, atrás de Peyroteo, Eusébio, Gomes, José Águas, Nené, Arsénio, Torres e Manuel Fernandes, sendo o 4º melhor marcador de sempre do Sporting, com 141 golos apontados, apenas atrás de Peyroteo, Manuel Fernandes e Vasques. Jordão formou com Manuel Fernandes uma das melhores e mais famosas duplas de avançados do futebol português e do Sporting.
Nos vários e inesquecíveis derbies e clássicos em que Jordão participou, ficam para a história do campeonato português, sobretudo, dois desses jogos, nos quais Jordão marcou 3 golos. No primeiro, na época de 1981/82, frente ao eterno rival, Jordão marcou os 3 golos da vitória (3-1) do Sporting sobre o Benfica, em Alvalade. No segundo, na época de 1982/83, Jordão assinou novamente um "hat-trick", desta vez, frente ao F.C. Porto, também em Alvalade, tendo o jogo terminado empatado (3-3).
A contar para as Competições Europeias de clubes, Jordão efectuou 53 jogos, tendo apontado 17 golos. Ao serviço da Selecção Nacional A, Jordão totalizou 43 internacionalizações, tendo marcado 15 golos. A sua estreia na Selecção ocorreu a 29 de Março de 1972, no Estádio da Luz, em Lisboa, frente a Chipre (vitória por 4-0). A despedida aconteceu a 25 de Janeiro de 1989, em Atenas, na Grécia, frente à Grécia (vitória por 2-1). Como curiosidade, refira-se que entre a primeira e última internacionalização de Jordão decorreram quase 17 anos, sendo a seguir a Damas, o jogador com maior longevidade ao serviço da Selecção Nacional.
Jordão foi considerado um dos melhores avançados do Campeonato da Europa disputado em França, em 1984, tendo apontado 2 golos na célebre meia-final contra a França, na qual Portugal perdeu inglóriamente por 2-3, após prolongamento, naquele que terá sido o melhor jogo da competição e um dos mais emotivos de sempre da história dos Europeus.
Já tinha sido também Jordão a marcar o golo decisivo (de "penalty") contra a URSS (vitória por 1-0), no Estádio da Luz, que daria, pela primeira vez, o histórico apuramento de Portugal para a fase final de um Campeonato da Europa.
Estranhamente e de forma algo injusta, o Seleccionador Nacional de então, José Torres, deixaria Jordão de fora da lista definitiva de convocados para o Campeonato do Mundo do México, em 1986, o mesmo sucedendo, aliás, com o seu companheiro de equipa do Sporting, Manuel Fernandes.
Apesar do brilhantismo que atingiu como jogador, Jordão também passou por momentos dolorosos e de grande sofrimento. Com efeito, em matéria de lesões, Jordão foi um "mártir", tendo-se lesionado gravemente em três ocasiões. Em 1974, sofreu uma fractura do menisco e rotura dos ligamentos cruzados. Em 1978, o ano mais negro da carreira de Jordão, sofre primeiro uma fractura da tíbia da perna direita e, mais tarde, uma fractura do perónio da perna esquerda e rotura dos ligamentos do tornozelo. Apesar da gravidade destas duas últimas lesões no mesmo ano, Jordão conseguiu, graças a uma enorme força de vontade e espírito de sofrimento, regressar em grande plano aos relvados e mostrar toda a sua categoria futebolística.
Na época de 1976/77, Jordão vive uma experiência infeliz no futebol espanhol, ao serviço do Saragoça, muito por culpa do mau ambiente criado por um seu colega de equipa, o avançado argentino Arrua, que sentindo o lugar de titular ameaçado, tudo fez para fragilizar Jordão, através de um comportamento intimidatório e hostil. Apesar de tudo, Jordão realizou uma temporada razoável, tendo efectuado 33 jogos no campeonato e apontado 14 golos. No final dessa época, marcado pela desagradável experiência vivida ao serviço do clube espanhol e nunca se tendo adaptado verdadeiramente ao país vizinho, Jordão decide regressar definitivamente a Portugal, ingressando no Sporting.
No final da época de 1985/86, Jordão sai do Sporting, sentindo-se algo desencantado e saturado do futebol, ao qual tinha dedicado 15 anos ao mais alto nível, durante os quais sofreu bastante com várias lesões e sentindo-se incompreendido e injustiçado com o afastamento do Mundial de 1986.
No entanto, o Vitória Futebol Clube consegue ainda convencer Jordão a jogar mais uns anos, tendo este ingressado no clube sadino na época de 1986/87, ajudando-o a subir novamente à 1ª Divisão. Jordão jogaria ainda mais duas temporadas no Vitória de Setúbal ao serviço do qual rubricou excelentes exibições, provando, a quem duvidava das suas capacidades, que não estava ainda acabado para o futebol quando deixou o Sporting. No final da época de 1988/89, Jordão, então com 36 anos, decide colocar um ponto final numa longa e brilhante carreira de 18 anos, ficando na história do futebol português e, em particular do Sporting, como um dos maiores goleadores e avançados de todos os tempos.


EUSÉBIO ( Pantera Negra )



Eusébio da Silva Ferreira, nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (actual Maputo, Moçambique), foi o melhor jogador português de todos os tempos e um dos maiores avançados da história do futebol mundial.
Com efeito, Eusébio, que ficou mundialmente conhecido por "O Pantera Negra", foi um futebolista de craveira excepcional, tendo construído, ao longo de mais de 15 anos de uma carreira inigualável, um palmarés fabuloso, só ao alcance dos predestinados e dos jogadores fora de série.
Eusébio começou a jogar futebol no clube da sua cidade, no Sporting de Lourenço Marques, começando, desde logo, a dar nas vistas e a atrair as atenções de muita gente que acompanhava os jogos e as suas exibições. Não espantou, pois, que começasse a despertar o interesse e a cobiça dos grandes clubes da Metrópole e de Lisboa, designadamente, do Benfica e do Sporting.
Foi assim que Eusébio chegou a Portugal e a Lisboa, no final do ano de 1960, então prestes a completar 19 anos, para ingressar no Benfica, que ganhou a corrida pela sua contratação ao "velho rival da 2ª circular", decorria já a época de 1960/61. Eusébio acabaria por se inscrever, como jogador do Benfica, apenas em Maio de 1961, já com a época quase a terminar, mas ainda a tempo de se sagrar campeão nacional no seu 1º ano ao serviço do Benfica.
Na verdade, Eusébio estreou-se na 1ª Divisão, precisamente na última jornada do Campeonato Nacional daquela época, frente ao Belenenses, no Estádio do Restelo, tendo o Benfica vencido por 4-0, com Eusébio a marcar um dos golos, o primeiro de muitos que iria apontar com a camisola do Benfica.
No entanto, já antes Eusébio se havia estreado na equipa principal do Benfica, num jogo particular, disputado a 23 de Maio de 1961, no Estádio da Luz, frente ao Atlético, tendo o Benfica vencido por 4-2, com 3 golos da autoria de Eusébio.
A sua estreia internacional ocorreu pouco tempo depois, a 13 de Junho, no Torneio de Paris, num jogo contra o Anderlecht (Bélgica), no qual Eusébio marcou um golo, na vitória do Benfica por 3-2. Na jogo da final do torneio, 2 dias mais tarde, o Benfica defrontou a poderosa equipa brasileira do Santos de Pelé, tendo Eusébio marcado 3 golos e realizado uma grande exibição, entrando apenas na 2ª parte, não conseguindo, porém, impedir a derrota do Benfica por 6-3.
Devido ao facto de só se ter inscrito, como jogador do Benfica, praticamente no final da época de 1960/61, Eusébio já não foi a tempo de disputar a final da Taça dos Campeões Europeus, na qual o Benfica derrotou o Barcelona por 3-2. No entanto, na época seguinte, o Benfica voltava a estar presente na final da mais importante competição europeia de clubes, e desta vez, Eusébio já fazia parte da equipa que venceria, de forma sensacional, o Real Madrid, por 5-3, com 2 golos da sua autoria, mais concretamente, o 4º e 5º golos do Benfica. Com apenas 20 anos, Eusébio conquistava o seu 1º grande título a nível de clubes, numa altura em que começava a despontar como a principal figura da equipa encarnada, estatuto esse que se viria a confirmar nos anos seguintes, ao ponto de se ter afirmado, definitivamente, como um dos melhores jogadores da Europa e do Mundo do seu tempo.
Eusébio viria a estar presente em mais 3 finais da Taça dos Campeões Europeus, ao serviço do Benfica, mas seria derrotado em todas elas: em 1962/63, frente ao AC Milão, por 2-1, apontando o golo solitário do Benfica; em 1964/65, frente ao Inter de Milão, por 1-0; em 1967/68, frente ao Manchester United, por 4-1 (após prolongamento, com 1-1 no final dos 90 minutos).
Em termos individuais, Eusébio conquistou a "Bota de Ouro" (troféu destinado ao melhor marcador dos campeonatos europeus) por duas vezes, em 1967/68 (com 42 golos) e 1972/73 (com 40 golos), a "Bola de Ouro" (troféu que consagra o melhor jogador da Europa), em 1965 e a "Bola de Prata", por duas vezes, em 1962 e 1966. Jogou, em 9 ocasiões, em selecções europeias e mundiais (4 vezes pela Selecção da FIFA e 5 vezes pela Selecção da UEFA), tendo marcado um total de 10 golos. Recentemente, foi eleito e considerado, pela FIFA, um dos 10 melhores jogadores do Mundo de todos os tempos e, pela UEFA, o 7º melhor jogador europeu de sempre.
A nível interno, ao serviço do Benfica, Eusébio foi, por 11 vezes, Campeão Nacional (1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73 e 1974/75), sendo, ainda hoje, recordista, a nível nacional, de campeonatos nacionais ganhos. Venceu ainda, por 5 vezes, a Taça de Portugal (1961/62, 1963/64, 1968/69, 1969/70 e 1971/72).
Eusébio sagrou-se, por 7 vezes (5 delas consecutivas), o melhor marcador do Campeonato Nacional: em 1963/64 (28 golos); em 1964/65 (28 golos); em 1965/66 (25 golos); em 1966/67 (31 golos); em 1967/68 (42 golos); em 1969/70 (20 golos); em 1972/73 (40 golos). As 7 "Bolas de Prata" conquistadas constituem, ainda hoje, recorde a nível nacional.
Eusébio jogou no Benfica durante 15 épocas, mais concretamente, entre 1960/61 e 1974/75, ao longo das quais realizou 715 jogos de "águia ao peito", tendo marcado um total de 727 golos (média superior a um golo por jogo!), marca esta que constitui, igualmente, recorde a nível nacional. Contando, ainda, com os golos obtidos no estrangeiro (EUA, México e Canadá), Eusébio contabiliza um total de 757 golos apontados, entre 1961 e 1978.
No que diz respeito ao Campeonato Nacional, Eusébio efectuou, ao serviço do Benfica, 301 jogos, tendo marcado 317 golos. Depois de sair do Benfica, Eusébio jogou ainda em Portugal, no Beira-Mar, durante parte da época de 1976/77, tendo realizado 12 partidas e apontado 3 golos. A terminar a carreira, Eusébio jogou ainda no União de Tomar (da 2ª Divisão Nacional), durante parte da época de 1977/78, tendo marcado 3 golos.
Com 320 golos marcados no Campeonato Nacional (317 pelo Benfica e 3 pelo Beira-Mar), Eusébio é o 2º maior goleador português de todos os tempos naquela competição, atrás de Peyroteo (Sporting) que marcou 331 golos no campeonato. Ainda relativamente ao Campeonato Nacional, e em termos de média de golos marcados por jogo, Eusébio com uma excelente média de 1,02 golos por jogo (320 golos em 313 jogos), só é ultrapassado, neste particular, novamente por Peyroteo, que possui a extraordinária média de 1,68 golos (!) por jogo.
No que diz respeito a jogos a contar para a Taça de Portugal, Eusébio detém o recorde de golos marcados nesta competição, que é de 97 golos. A contar para as Competições Europeias de clubes, Eusébio efectuou, ao serviço do clube encarnado, 75 jogos, tendo marcado um total de 57 golos. Neste particular, Eusébio foi, durante muitos anos, o 2º melhor marcador de sempre das Competições Europeias, apenas atrás do alemão Gerd Muller, que marcou 67 golos, mais 10 que Eusébio. Também chegou a ser, durante muito tempo, o 2º melhor marcador da Taça dos Campeões Europeus, com 46 golos apontados, atrás do argentino Alfredo Di Stefano, que obteve 49 golos, apenas mais 3 que Eusébio.
Ao serviço da Selecção Nacional, que representou durante 12 anos, Eusébio totalizou 64 internacionalizações, tendo marcado 41 golos (2º goleador de sempre da Selecção, atrás de Pauleta) e sido capitão em 16 jogos. A sua estreia na Selecção A ocorreu a 8 de Outubro de 1961, no Luxemburgo, num jogo em que Portugal foi derrotado pela Selecção da casa por 4-2. A sua despedida da "equipa das quinas" aconteceu a 13 de Outubro de 1973, no Estádio da Luz, tendo Portugal empatado (2-2) com a Bulgária.
O momento mais alto vivido por Eusébio ao serviço da Selecção Nacional foi durante o Campeonato do Mundo de Futebol, realizado em Inglaterra, em 1966, no qual Portugal conquistou um brilhante 3º lugar e Eusébio sagrou-se o melhor marcador da competição, com 9 golos, 4 dos quais obtidos num só jogo, frente à Coreia do Norte, no qual Portugal após estar a perder por 3-0, fez uma reviravolta sensacional, vencendo por 5-3.
Eusébio foi considerado um dos melhores jogadores do Campeonato do Mundo, apenas suplantado por Bobby Charlton (Campeão do Mundo pela Inglaterra e "carrasco" de Portugal, nas meias-finais, com 2 golos apontados e uma grande exibição).
Com efeito, Eusébio foi a grande figura da Selecção Nacional, conduzindo-a rumo ao grande objectivo que era a chegada à final da competição e, quiçá, à vitória. No entanto, no caminho, até então 100% vitorioso da "equipa de todos nós", atravessou-se a Selecção da casa, a Inglaterra, que com o apoio do seu público, jogando no seu "estádio-talismã" (em Wembley) e com um Bobby Charlton inspirado, venceu Portugal por 2-1.
Eusébio e a Selecção conquistaram, ainda, o 2º lugar na Minicopa do Brasil, em 1972, torneio disputado entre selecções da América do Sul e Portugal, para comemorar os 150 anos da Independência do Brasil (1822). No jogo que iria decidir o vencedor do torneio, Portugal seria derrotado pelo Brasil, por 1-0, após uma excelente campanha realizada.
A 18 de Junho de 1975, e após 15 anos de "águia ao peito", Eusébio, então com 33 anos, vestia pela 715ª vez e última a camisola encarnada, com a qual rubricou 727 golos.
No período de tempo que mediou, entre a sua saída do Benfica e o encerramento da carreira, Eusébio jogou, por diversas vezes no estrangeiro, nomeadamente, no México, no Canadá e, mais do que uma vez, nos Estados Unidos.
Apesar das muitas conquistas, vitórias, glórias e alegrias alcançadas e vividas ao longo de uma carreira fantástica e invejável, recheada dos maiores êxitos e sucessos, Eusébio também passou por momentos delicados e até dramáticos, de grande sofrimento, uma vez que, ao longo de mais de 15 anos ao mais alto nível, sofreu várias lesões graves, destacando-se as 7 intervenções cirúrgicas aos joelhos (6 ao joelho esquerdo e uma ao joelho direito).
Para a história do futebol mundial e do futebol português, em particular, fica a lenda e o mito chamado Eusébio, o melhor jogador português de todos os tempos e um dos melhores do Mundo, a quem um dia Salazar classificou como "Património do Estado", proibindo, na altura, a sua saída para fora de Portugal, a fim de representar qualquer clube estrangeiro, dos muitos que, durante os anos 60, o cobiçavam e pretendiam contratar por verbas astronómicas para aquela época. A todos eles, Eusébio disse não, em nome de Portugal e por amor ao Benfica.