O menino que tarda em afirmar-se no Dragão mas que faz parte do projeto olímpico do Brasil
Kelvin chegou ao FC Porto com 18 anos e hoje, com 21, ainda não conseguiu afirmar-se nos azuis e brancos, apesar de ter sido fundamental na conquista do título em 2012/2013, com o golo apontado ao Benfica aos 92 minutos da penúltima jornada, e de ter tido a honra de ter um lugar de destaque no museu inaugurado pelos dragões há um ano.
O extremo vai na terceira temporada consecutiva no Dragão, mas em nenhuma delas foi opção regular para os treinadores que teve (numa época no Rio Ave disputou mais jogos que em três no FC Porto): Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Luís Castro e Julen Lopetegui. De resto, com o técnico espanhol o jovem brasileiro ainda não somou qualquer minuto na equipa principal, pelo que tem dado o seu contributo à equipa B, pela qual disputou três jogos até ao momento.
Mas afinal, porque é que Kelvin, chamado à seleção brasileira, não consegue vingar no FC Porto? Em entrevista ao zerozero.pt, Carlos Brito, primeiro treinador do extremo em Portugal, admite que
esperava que o jogador tivesse mais utilização por esta altura, mas garante que o talento continua lá.
«Contava que o Kelvin já jogasse mais assiduamente, mas estamos a falar no FC Porto, que todas as épocas tem sempre uma grande equipa. Olho para ele e vejo que tem um potencial enorme, pelo que acredito que esta chamada é muito importante. Estamos a falar do Brasil, que é uma potência mundial e tem muitos jogadores para escolher. Poder ser que sirva de incentivo para o Kelvin mostrar de uma vez por todas as capacidades que tem», afirmou Carlos Brito, ao zerozero.pt.
«Ele é muito menino, mas não digo isto no mau sentido. As pessoas lembram-se que teve situações no FC Porto que não caíram bem e está a cair na realidade. Teve o momento marcante do golo apontado ao Benfica que deu o campeonato e que fica na história, mas é muito pouco porque no FC Porto a exigência é sempre máxima e isso não chega», acrescentou, lembrando a idade do jogador e a margem de progressão que tem pela frente.
«Pode-se dizer que é individualista, mas não vejo isso no sentido pejorativo porque esses jogadores também são importantes para uma equipa. Achei quando o treinei e continuo a achar que tem características que não abundam muito hoje em dia», rematou o técnico.
Sem comentários:
Enviar um comentário