«Ou se é do FC Porto ou do Benfica» - Ryan Mendes
Na véspera de jogar no Dragão para a Liga dos Campeões, Ryan Mendes, avançado cabo-verdiano do Lille, explica como se deixou enfeitiçar pelo FC Porto.
«Foi através dos jogos na televisão... Aqui, em França, veem-se muitas crianças com camisolas do PSG ou do Marselha... Na Costa do Marfim e no Senegal estão muito virados para o Campeonato francês. Mas, em Cabo Verde, a televisão só passa o campeonato português, não temos escolha... Logo, há duas hipóteses: ou se é do FC Porto ou do Benfica. Ou um bocadinho do Sporting, também... Quando era miúdo, o FC Porto ganhou tudo, por isso, cresci a admirar o clube», disse, em entrevista ao jornal francês La Voix du Nord.
«Enfim, o FC Porto fazia-me chorar, cantar, dançar...», prosseguiu, sem se deter:
«Foi através dos jogos na televisão... Aqui, em França, veem-se muitas crianças com camisolas do PSG ou do Marselha... Na Costa do Marfim e no Senegal estão muito virados para o Campeonato francês. Mas, em Cabo Verde, a televisão só passa o campeonato português, não temos escolha... Logo, há duas hipóteses: ou se é do FC Porto ou do Benfica. Ou um bocadinho do Sporting, também... Quando era miúdo, o FC Porto ganhou tudo, por isso, cresci a admirar o clube», disse, em entrevista ao jornal francês La Voix du Nord.
«Enfim, o FC Porto fazia-me chorar, cantar, dançar...», prosseguiu, sem se deter:
- Hoje isso já não acontece, porque não sigo o Campeonato português como antes. Na altura, juntávamo-nos para ver os jogos. Fiquei impressionado com Jardel, um grande avançado. Admirei Deco, Costinha e também McCarthy. Foram anos cheios de memórias fantásticas.
Entre essas memórias está, claro, a conquista da Liga dos Campeões, em 2004:
- Tinha 14 anos e estava em frente à televisão com uma camisola azul e branca. Essa foi uma noite em que o FC Porto me fez cantar. Não me esqueço de nada. A vitória por 3-0, com Mourinho, aquele golo do Deco... mas que grande noite!
Agora tudo é diferente e o FC Porto não trouxe alegrias quando venceu (1-0) em Lille na primeira “mão” do play-off da Liga dos Campeões:
- Não senti nada ao jogar contra eles. Fiquei feliz no dia do sorteio mas, depois, o meu objetivo passou a ser a qualificação com o Lille. Fiquei dececionado com a derrota e, no final do jogo, nem quis trocar de camisola - fui direto para o balneário.
«Sou profissional e tenho um desejo: o apuramento do Lille para a Champions! Temos um golo de desvantagem, não dois ou três... Somos obrigados a atacar com inteligência e manter a defesa compacta, caso contrário, pode correr mal», concluiu.
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