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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Benfica: adeptos votaram Gaitán para melhor em campo

Argentino recolheu 59 por cento dos votos


Os adeptos do Benfica elegeram Gaitán como o melhor jogador da equipa encarnada em campo.

O argentino recolheu 59 por cento dos votos, o que representa portanto mais de metade da preferência dos votantes.

No final da partida, Gaitán deslocou-se à sala de imprensa para receber a distinção que assinala a vitória na preferência dos adeptos, mas não falou aos jornalistas. 

William Carvalho: «Tivemos oportunidades mais claras»

Médio do Sporting diz que está bem no clube


William Carvalho, médio do Sporting comentando o empate com o Benfica, na «flash-interview» da «Benfica TV»:

«Foi um jogo muito equilibrado. No início da primeira parte não estivemos muito bem, mas depois juntámos as linhas. Na segunda parte também não entrámos bem, mas depois fizemos o nosso futebol.»

«Tivemos oportunidades mais claras e não sei se o resultado é justo...»

«Não me cabe a mim dizer se saio do sporting. Eu tenho contrato com o clube e estou bem no Sporting.» 

Marco Silva: «Empate nunca é positivo»

Opinião do treinador do Sporting


Marco Silva, treinador do Sporting, em declarações à Benfica TV

«O resultado é justo.  Não entrámos bem na primeira parte, mas t entámos assumir o jogo.  Tivemos oportunidades para ficar por cima, depois do 1-1, mas não concretizámos.  Na segunda parte o Benfica entrou forte, mérito do nosso adversário.  Fomos equilibrando o jogo e acabámos em crescendo.  Sabíamos que o historial para nós não era famoso. Em termos psicológicos, um empate nunca é positivo. Sairíamos moralizámos se tivéssemos vencido».

Jesus: «Estamos habituados a ganhar ao Sporting...»

Opinião do treinador do Benfica


Jorge Jesus, treinador do Benfica, em declarações à BTV

«Excelente jogo, duas boas equipas. As duas equipas demonstraram capacidade ofensiva.  O Sporting esteve melhor do que o Benfica até à igualdade.  Na segunda parte o Sporting pareceu mais satisfeito com a igualdade, nós à procura de ganhar.  Tivemos várias oportunidades.  Foi um excelente jogo, duas grandes equipas, ritmo alto.  O resultado não satisfaz o Benfica, estamos habituados a ganhar ao Sporting, mas foi o resultado que o jogo ditou.  Não saímos moralizados nem desmoralizados.  Estes resultados são normais entre duas grandes equipas».

Benfica-Sporting, 1-1 (destaques das águias)

Artur foi deixando o aviso antes do erro que lhe deve custar a titularidade


A figura: Artur
Figura pela negativa, inevitavelmente, por força de uma exibição que terá entregue a titularidade a Júlio César (ainda que Jorge Jesus seja imprevisível nestas coisas). Ofereceu o golo do empate ao Sporting, ao tentar um passe para o pior lado, aquele que estava tapado, fazendo com que a bola batesse em Carrillo e depois sobrasse para a finalização de Slimani. Foi aos vinte minutos, mas nessa altura já tinha acumulado três ou quatro erros. Sobretudo em saídas a lances de bola parada, mas também a jogar com os pés, ou mesmo a sair ao limite da área para «dobrar» os colegas. Na segunda parte ainda faz duas belas intervenções (um livre direto de Jefferson e um remate de Slimani bem perto do fim), mas globalmente a exibição deixou muito a desejar, com o brasileiro a revelar desde início uma intranquilidade anormal para os anos de carreira que tem e até para aquilo que tinha sido as exibições anteriores. A presença de Júlio César no banco terá causado assim tanto impacto?

Benfica-Sporting, 1-1 (destaques dos leões)

Slimani, como ele muda a equipa


Figura: Slimani
Mostrou como o Sporting é diferente com ele: traz agressividade ao ataque e sobretudo poder de finalização. Marcou, antes de mais, o golo do empate do Sporting: um golo à ponta de lança e carregado de oportunismo. Em mais duas ocasiões ficou perto de marcar, mas em ambas Artur negou-lhe o golo. Lá está, não marcou mas com ele em campo ganha-se poder de finalização.

Positivo: Rui Patrício
Não foi obrigado a fazer muitas defesas, mas pelas que fez tornou-se fundamental. Entrou no jogo, aliás, a segurar o nulo: aos cinco minutos, em defesa a livre de Talisca e a remate de Luisão. Na segunda parte voltou a ser essencial, primeiro a parar um remate de Salvio e logo a seguir a travar um cabeceamento de André Almeida. Quando foi preciso, portanto, esteve lá.

Benfica-Sporting, 1-1 (crónica)

Todos os raios caem em cima de Artur


Empate no dérbi, e todos os raios caem em cima de Artur. Sempre no mesmo lugar. É azar, sim – porque a bola poderia cair em tantos outros sítios que não em cima da linha de golo –, mas quando não respeitamos os conselhos dos velhos, quando insistimos em sair à rua numa tarde de trovoada, a sorte passa a ser um bode expiatório. Houve um momento em que Artur poderia ter evitado deixar a sua zona de conforto. É verdade que o passe de Eliseu deu-lhe pouco espaço. Que a pressão de Carrillo (e também de Slimani) deixaram-lhe pouco tempo, mas Artur podia ter abanado a cabeça e fechado a porta. Naquele primeiro toque, não tinha de dominar. Só tinha de ter medo dos trovões. Jogar feio. E deixar que passasse.