O próximo desafio de Jesus
A venda de Markovic parece confirmar que o Benfica atravessa mesmo um processo de desmantelamento do plantel que dominou a última época.
A venda de Markovic ao Liverpool parece ser a confirmação que faltava de que o Benfica está mesmo a atravessar um inesperado processo de demolição do plantel que dominou a última temporada. Garay já tinha saído a preço de saldo, não foi possível segurar Siqueira, Rodrigo está numa espécie de purgatório à espera que lhe digam para onde vai, Gaitán, Salvio e Enzo Pérez têm um pé entalado na porta de saída, Oblak tem convites, Cardozo desta não passa e até Maxi Pereira já é dado como eventual baixa.
Um cenário impressionante que diz alguma coisa sobre a dimensão do trabalho que Jorge Jesus deverá ter pela frente durante os primeiros meses da temporada, é verdade, mas diz mais ainda sobre esforço de investimento absolutamente descomunal que o Benfica fez durante a última época para lhe oferecer um plantel muito acima das possibilidades do clube e do próprio futebol português. Um esforço que, mais cedo ou mais tarde, teria de ser compensado para garantir o necessário equilíbrio das contas.
No fundo, aquilo que aparentemente estará em causa, na próxima época, é a capacidade de Jesus para se impor com recurso apenas a armamento convencional, em vez do arsenal nuclear que lhe puseram nas mãos no ano passado. Ou, em futebolês, a capacidade para ser competitivo com um plantel semelhante ao dos rivais. Um regresso à normalidade, portanto.
Um cenário impressionante que diz alguma coisa sobre a dimensão do trabalho que Jorge Jesus deverá ter pela frente durante os primeiros meses da temporada, é verdade, mas diz mais ainda sobre esforço de investimento absolutamente descomunal que o Benfica fez durante a última época para lhe oferecer um plantel muito acima das possibilidades do clube e do próprio futebol português. Um esforço que, mais cedo ou mais tarde, teria de ser compensado para garantir o necessário equilíbrio das contas.
No fundo, aquilo que aparentemente estará em causa, na próxima época, é a capacidade de Jesus para se impor com recurso apenas a armamento convencional, em vez do arsenal nuclear que lhe puseram nas mãos no ano passado. Ou, em futebolês, a capacidade para ser competitivo com um plantel semelhante ao dos rivais. Um regresso à normalidade, portanto.
Texto retirado do jornal O JOGO, escrito por Jorge Maia
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